
O campo das relações
humanas, já pesquisado amplamente, talvez seja a área de experiências mais
significativa para a evolução moral do homem.
O tempo vai realizando progressivamente
o amadurecimento de cada criatura, na medida em que aprendemos, no convívio com
o próximo, a identificar nossas reações de comportamento e a discipliná-las.
As reações observadas
nos outros que mais nos incomodam são precisamente aquelas que estão mais
profundamente marcadas dentro de nós. As explosões de gênio, os repentes que
facilmente notamos nos outros e comentamos atribuindo-lhes razões particulares,
espelham a nossa própria maneira de ser, inconscientemente atribuída a outrem e
dificilmente aceita como nossa. É o mecanismo de projeção que se manifesta psicologicamente.
É precisamente no
convívio com o próximo que expressamos a nossa condição real, como ainda
estamos – não o que somos.
“O dever começa
precisamente no momento em que ameaçais a felicidade e a tranquilidade do vosso
próximo, e termina no limite que quereríeis alcançar para vós mesmos”.